Cidades de Papel – John Green (Paper Towns)

Cidades de Papel - John Green (Paper Towns)

 

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“Você vai para as Cidades de Papel
E nunca mais voltará.”

Devorei o livro assim como devorei A Culpa é das Estrelas em pouquíssimos dias. Estou me tornando fã de John Green aos poucos e acho que dei sorte lendo estes dois em primeiro. Pretendo ler o Quem é Você Alasca e Teorema Katherine assim que puder para poder ter uma opinião formada a respeito do John. Até agora ele me surpreendeu pois as duas histórias tem temáticas e espinhas dorsais completamente diferentes uma da outra, e isso fez com que ele ganhasse muitíssimos pontos no meu gosto pessoal, pois isso mostra o quão versátil ele pode ser em seu estilo. Não há como ler A culpa é das Estrelas e achar que você saberá como ele vai acabar o Cidades de Papel.
A leitura é super fácil e fluida apesar de Cidades de Papel conter muito mais divagações e suposições da parte do narrador (que desta vez é um homem) do que em A Culpa é das Estrelas.
O livro me pegou muito pois Quentin (o narrador protagonista) é muito igual a eu, igual a você. Ele espera muito das pessoas. Ele fantasia e quando as pessoas não correspondem a suas expectativas ele se frustra. Quem nunca?
Quention, ou “Q”, como ele é chamado por todos na história, sempre teve uma paixão platônica pela vizinha e amiga de infância Margo Roth Spiegelman. Eles eram muito amigos quando crianças mas foram se distanciando conforme o anos foram se passando. Q se tornando um nerd e Margo se tornando a mais popular da escola.
Certa noite Margo aparece na janela de Q e o recruta para uma missão de vingança que envolve 11 tarefas antes que amanheça. Q meio exitante acaba aceitando, e então viverá uma invesquecível noite ao lado de Margo.
Após esta noite Q está certo de que os dois voltarão aos bons tempos de amizade, mas Margo some sem deixar rastros. Quer dizer,aparemente sem deixar rastros, pois Q logo descobre que ela deixou pistas que somente ele consegue entender para achar o seu paradeiro.

Sobre o termo Paper Towns (traduzido como Cidades de Papel, que dá nome ao livro) nós podemos dizer que o termo se refere a cidades fictícias que são criadas por cartógrafos e inseridas em mapas para identificar seus plagiadores, mas John usa três diferentdd significados no livro, e eu acredito que o primeiro e o último são os melhores e mais pertinentes para a história.

Para saber os outros significados, leia! Vale a pena!

E caso queiram saber mais sobre os significados do nome do livro, o próprio John Green Explica isso no link abaixo:

http://onlyifyoufinishedpapertowns.tumblr.com/post/28581065293/could-you-please-go-over-the-meaning-of-the-title

SPOILER ALERT
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Acho que pelo menos por metade da história, você assim como Q, achará que Margo está morta. Achei interessante esse mistério de estava ou não estava viva…e achei mais interessante ainda o jeito como Q vai descobrindo que Margo não é mais a menina que ele era amigo de anos atrás, assim como Margo também achar que Q é algo que ele na verdade não é.
Isso pra mim foi a melhor coisa do livro. No final vc ainda é surpreendido com o ‘oh, a mocinha gostava dele mas ele nunca percebeu” só que talvez seja tarde demais pra consertar isso. Será!? A gente não sabe pois o livro termina antes disso.
Q e Margo fazem promessas de se escrever pois a história dos dois não parece terminada pra ambos, mas será!? Será q eles vão mesmo ficar juntos? Ele na Flórida e ela em NY?
Eu achei o final fanstástico pois otimistas sempre irão achar que sim, eles superarão as barreiras de tempo e distância, e pessoas mais realistas/pessimistas já encararão o final como um final da relação dos dois. Fantástico, fantástico. Me lembrou muito o final de Eleanor & Park.
Não posso afirmar categoricamente que sou fã de finais muito abertos, mas este assim como Eleanor & Park me agradou muito.

PARA ESTUDANTES DE INGLÊS
Eu na verdade li o livro em inglês, e sinceramente pra mim foi melhor pois o termo Paper Towns que dá nome ao livro é mais entendido no texto em inglês, já que nenhuma tradução consegue capturar todo o seu sentindo na minha opinião. Achei o texto relativamente fácil, e acho que um estudante iniciante com vontade conseguiria entender bastante. Intermediários e avançados irão ler o livro em muito pouco tempo pois além do vocabulário não ser muito difícil, o texto é como mencionei na resenha muito fluido.

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“You will go to the Paper Towns.
And you will never come back.”

Not sure if the expression exists in English , but I ate de book, which means I read it really fast on a few days, as I did with the Fault in Our Stars. I’m becoming a huge fan of John Green little by little and I believe I was lucky to read these two books first. I intend to read Looking for Alaska and An Abundance of Katherines as soon as I can to have a formal opinion about John. So far he surprised me because the two stories I read had completely different themes/subjects, and that made him to score a lot of points on my personal taste, since this fact shows how versatile he can be on his style. There’s no way to know what will happen on Paper Towns by reading Fault in Our Stars.
The reading is really easy and fluid despite the fact that Paper Towns contains a lot of thoughts and assumptions from the narrator (on this story a boy) rather than we see on Fault in Our stars.
The book caught me because Quentin (the narrator/main character) is really the same as me, as you. He expects a lot from the people. He fantasizes and when people don’t correspond to his expectations he becomes disappointed. Who never?
Quention, or “Q”, like he’s nicknamed on the story, always had a platonic passion about his girl next door and childhood friend, Margo Roth Spiegelman. They were really really close friends when kids, but the were getting apart over the years they were growing up. Q becoming the nerd/band type and Margo becoming the prom queen/most popular girl in school type.
One night Margo suddenly appears on Q’s window recruiting him for an avenge mission that involves 11 tasks that need to be completed before dawn. Q hesitates but end up accepting the proposal ,and then the two will live an unforgettable night beside each other.
After this night, Q is certain that the both of them will become friends again like old times, but Margo disappears without leaving any clues. I mean, apparently without leaving any clues, because Q soon discovers that she left some clues that only he is able to understand to find where she is.

About the Paper Towns term that names the book, according to what is narrated on the story is a name that you gives to fiction cities created by the cartographers so they can identify people that want to copy them, but John uses three different meanings on the book, and I believe the first meaning and the last are the best ones and more relevant to the story.

To know more about the the meanings used, read the book! It’s worth!

And in case you want to know more about the meanings, John Green explains on the link below:

http://onlyifyoufinishedpapertowns.tumblr.com/post/28581065293/could-you-please-go-over-the-meaning-of-the-title

SPOILER ALERT
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I think that at least half of the story, you as Q, will believe that Margo is dead. I thought this mystery really interesting about the be or not be alive…and I thought more interesting than that the way Q discovers that Margo is not that girl he thought she was years ago, as well as Margo thinks that Q is something he is actually not too. That for me was the best thing about the book. In the end you’re still surprised with the “oh, the girl likes him and he never realized that” only to discover that maybe it’s too late to fix the situation. Is it? We never know because the book ends before that.
Q and Margo make promises that they will write to each other because their story does not seem over to both of them yet, but isn’t it? Are the going to be together, he at Florida and she at New York?
I thought the end fantastic because for the optimistic they will always think that yes, they made it and overcome all the odds, and for the realistic/pessimistic people, they will always think that that was the end of their possible relationship.Fantastic. Fantastic. I reminded me of the end of Eleanor & Park.
I cannot affirm that I’m a fan of the open ends, but this end as the Eleanor& Park’s end pleased me a lot.

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