Piano Vermelho – Josh Malerman (Black Mad Wheel)

Piano Vermelho - Josh Malerman (Black Mad Wheel)

o piano vermelho

Um livro tão legal quanto Caixa de Pássaros mas que poderia ter sido mais completo pois ficou devendo algumas explicações em certos pontos da história.

O estilo do Josh pelo jeito está se consolidando entre mesclar fatos do presente e passado. Nesse sentido Piano Vermelho é bem parecido com  Caixa de Pássaros, pois ambos possuem esse estilo de narrativa.

Nós saberemos o que está acontecendo com Philip Tonka no presente, pois ele se encontra todo fraturado da cabeça aos pés em uma cama de hospital, e também iremos voltar alguns meses no tempo quando ele e os amigos de sua banda, Os Danes, são convidados pelo exército americano para irem até a África investigar um barulho musical que consegue desarmar até mesmo dispositivos nucleares e que deixa as pessoas que o ouvem loucas e passando mal.

Passamos então a acompanhar a saga da banda e dos militares que vão nesta expedição ao mesmo tempo em que vemos Ellen, uma enfermeira do hospital onde Philip está, interagindo com o mesmo e tentando entender o que pode tê-lo ferido daquela maneira.

Detalhe que obviamente você é mordido pelo bicho da curiosidade já que de todos que vemos na narrativa do passado, só temos Philip no presente, então o que será que aconteceu com todo mundo?

As histórias irão se cruzar no final e saberemos sim o que aconteceu. E eu gostei do final do livro. Conseguiu me surpreender assim como o primeiro livro dele. E também, assim como o primeiro dele há muitas coisas abertas a interpretações, o que pra mim é um ponto positivo no estilo que ele escolheu.

A grande crítica que mencionei no início fica por conta de detalhes que são jogados ao longo da história e que mereciam sim mais destaque e/ou explicações. O exemplo que dou é um remédio que Philip toma enquanto está no hospital. Em momento nenhum vemos explicações de como ele surgiu, o que é, etc, sendo que esse remédio é responsável por um grande detalhe da história. Acho que mesmo o estilo de Josh sendo o de uma escrita mais aberta a interpretações, pontos como esse deveriam sim ter sido mais explicados, pois há coisas que não tem como deixarmos abertas a interpretações já que empobrecem a história ao invés do efeito contrário.

De qualquer forma, acho a leitura válida, e se você gostou de Caixa de Pássaros é provável que goste deste também.  O que posso dizer é que com certeza lerei mais coisas dele conforme ele publicar.

o piano vermelho 2

A book as cool as Bird Box but that could have been more developed, since it owed some explanations at certain points in the story.

Josh’s style by the way is consolidating between blending facts of the present and past. Thinking about it Black Mad Wheel is very similar to Bird Box, since both have this style of narrative.

We will know what is happening with Philip Tonka in the present, as he is all fractured from head to toe in a hospital bed, and we will also return a few months back in time when he and his band friends, The Danes, are invited by the American army to go to Africa to investigate a musical noise that can disarm even nuclear devices and that leaves people who listen to it crazy and really sick to death.

We then follow the saga of the band and the military that go on this expedition while we see Ellen, a hospital nurse where Philip is, interacting with him and trying to understand what might have hurt him that way.

Detail that obviously you are bitten by the curiosity bug since from all the people we see in the narrative of the past, we only have Philip in the present, so what happened to everyone?

The stories will intersect at the end and we’ll know what happened. And I liked the end of the book. It managed to surprise me like his first book. And also, like his first, there are many things open to interpretation, which to me is a positive point in the style he chose.

The great criticism that I mentioned at the beginning is due to details that are played throughout the story and that deserved more prominence and / or explanations. The example I give is a medicine that Philip takes while he is at the hospital. At no moment we see explanations of how they came up with it, what it is, etc., and this medicine is responsible for a great detail of the story. I think that even if Josh’s style of writing being open to interpretation, points like this should rather have been explained, because there are things that can not be open to interpretations since the make the narrative a poor one instead of the opposite effect.

Anyway, I find the reading valid, and if you liked Bird Box you’re likely to enjoy this too. What I can say is that I will certainly read more of him when he publishes something new.

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