Preconceito literário, eu!?

Preconceito literário, eu!?

Snapshot 1 (22-12-2018 21-56)

Aproveitando o clima de reflexões desse fim de ano achei oportuno trazer essa reflexão sobre o meu gosto literário aqui pro blog.

Eu sempre fui uma pessoa que gosta de ler de tudo um pouco. Leio desde bula de remédio até autores mais complexos. E sempre soube valorizar cada um dos gêneros. Pelo menos eu achava que sabia.

Só que esse ano eu percebi que eu me podava muito no meu próprio gosto, que sem novidade alguma, é romance romântico. E o principal motivo para eu fazer tal coisa era o meu próprio preconceito do gênero que mais amo. Louco né!?

No momento que percebi que eu sofria sempre que desejava ler o próximo romance e o real motivo do sofrimento era eu achar que esse tipo de história não valia tanto a pena quanto outras que eu poderia ler eu meio que virei uma chave. Foi libertador de uma certa forma perceber isso pois então pude lidar com meu preconceito incrustado, este que estava lá e eu nem havia me dado conta.

E daí que curto ler histórias românticas? E daí que curto mais finais felizes do que tristes? E daí que pra mim passar um tempo lendo uma história assim é muito mais agradável do que passar a mesma hora lendo um livro de terror ou qualquer outro gênero?

Sério, nada disso me faz uma pessoa menos inteligente, capaz ou até mesmo realista na vida real. Pelo contrário, já que eu não me considero tão romântica assim no dia a dia. Exemplo claro disso é que eu adoro um casamento na ficção, mas nunca me imaginei fazendo o mesmo. Tanto que eu e meu marido só casamos no civil e só, nada de vestido de noiva, pompa e todo aquele glamour que eu tanto curto ler nas páginas das minhas histórias preferidas. Eu nunca havia me imaginado de noiva embora ame uma na ficção.

Enfim, o que quero deixar registrado aqui é que ninguém deveria ter medo/receio de admitir os seus gostos, sejam eles literários ou não.  Você é único, seu gosto também deve ser. Ninguém é mais do que ninguém por gostar de uma determinada história.

PS. Aliás, devo relembrar algo que já mencionei em outros posts, não existe livro melhor ou livro pior, existe sim livro melhor ou pior dentro de seu gênero. Não dá pra você querer comparar um 50 tons de cinza com uma obra do Shakespeare, do Machado de Assis sabe, não tem como, os objetivos/contextos das obras são diferentes.

 

Taking advantage of the end of year reflections, I thought it would be opportune to bring this reflection about my literary preference  for blog.

I’ve always been a person who likes to read a little of everything. I read from medicine instructions to more complex authors. And I always knew how to value each of the genres. At least I thought I knew.

But this year I realized that I used to sabotage my own taste, which without any news to you, is romantic romance. And the main reason for me to do such a thing was my own prejudice for the gender I love most. Crazy, right?

The moment I realized that I suffered whenever I wanted to read the next novel and the real reason for the suffering was that I felt that this kind of story wasn’t as worthwhile as anything else,  it was liberating. And it was liberating because then I was able to deal with my embedded prejudice, the one that was there and I had not even realized before.

So what if I like reading romantic stories? Novels? So what if I like happy endings better? What if , for me, spending time reading a story like this is so much more enjoyable than spending the same time reading a terror or any other genre?

Seriously, none of this makes me a less intelligent, capable or even realistic person in real life. On the contrary, since I do not consider myself so romantic on a daily basis. A clear example of this is that I love a marriage in fiction, but I never imagined myself doing the same. So much that my husband and I only married in civil, no wedding dress, pomp and all that glamor I so often read in the pages of my favorite stories. I had never imagined myself as a bride although I love one in fiction.

Anyway, what I want to register here is that nobody should be afraid to admit their tastes, whether they are literary or not. You are unique, your taste should also be unique. No one is more than anyone because they like a certain story.

PS. By the way, I must remember something I have mentioned in other posts, there is no better book or worse book, there is a better or worse book in its genre. You can not compare a 50 shades of gray with a work of Shakespeare, or Machado de Assis, there is no way, the objectives / contexts of the works are different.

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