Histórias de AU PAIR: Por que fui, apoio da família, medos

Histórias de AU PAIR: Por que fui, apoio da família, medos

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Em homenagem aos 10 anos que voltei do meu intercâmbio, farei alguns posts contando sobre o ano que passei nos EUA. Aliás, foi por causa desta experiência que  comecei a postar muito no blog, já que ele funcionava como uma espécie de diário para quem quisesse saber sobre a minha rotina e pensamentos, e também a comecei a fazer vídeos no youtube (na época nem existam direito os canais como hoje em dia).

A vontade de fazer intercâmbio vem de muito tempo atrás. Eu tinha isso na minha cabeça desde criança. Na época eu sonhava em ir fazer um ano de high school nos EUA. Via os filmes dos adolescentes e ficava sonhando, me via nos corredores das escolas de lá. Eu babava em todo tipo de informação que conseguia em revistas e jornais (pois na minha adolescência ainda não tínhamos as facilidades da internet).

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Na época meus pais não podiam arcar com as despesas de tal programa, e enfim, eu não tinha outra opção a não ser me conformar em não ir. Mas continuei com a ideia na cabeça e quando estava na faculdade conheci mais dois outros programas. Um onde você viajava e ficava de 3 à 4 meses trabalhando em algum lugar nos EUA e depois voltava para o Brasil, e o programa de Au pair, onde você morava um ano com uma família ao mesmo tempo em que cuidava das crianças da casa  e tinha que fazer algum curso.  Este segundo me pareceu ideal, mesmo porque era o mais “barato” em termos de taxas e tudo mais, e como minha intenção era viver a cultura acabei concentrando meus esforços nessa opção.

Na época eu já trabalhava e fui juntando dinheiro aos poucos para ir quando terminasse a faculdade. Meus pais e irmãs, principalmente minha mãe, não me apoiavam na ideia, achavam loucura da minha cabeça, mas conforme o tempo foi passando e eles viram que eu não desistia da ideia eles foram aceitando. Por isso eu digo, se você quer algo do fundo do seu coração, não desista, lute para conseguir pois quando as pessoas que são contra aquilo verem o seu nível de comprometimento elas acabarão cedendo.

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Então, no meio de 2007 eu embarquei para Hanover MD nos EUA, a primeira cidade que morei por um mês praticamente antes de mudar de família. Lá eu iria cuidar de 2 meninos, um de 7 e outro de 11 que moravam apenas com a mãe.

Sim! Eu mudei de família enquanto estava lá. Era um dos meus maiores medos quando embarquei aqui no Brasil e aconteceu. E pasme, eu lidei com isso. Achei outra família e bola pra frente.  Esta foi uma das situações que me fizeram aprender muito. Aprendi que você realmente atrai o que mentaliza e que você é mais forte do que imagina. Antes do intercâmbio eu era uma pessoa, depois ele eu era outra. Eu considero esse ano como o ano em que comecei a me autoconhecer. E definitivamente indico, para quem puder, uma experiência como essa, que sim me fez voltar uma pessoa muito melhor e com uma vivência que não tem preço.

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(TO BE CONTINUED:  próximo post irei falar mais da 2a família, novos amigos, faculdade)

 

In honor to the 10 year anniversary of my returned from my exchange, I will make some posts telling about this year I spent in the USA. By the way, it was because of this experience that I started posting a lot on the blog, since it worked as a kind of diary for anyone who wanted to know about my routine and thoughts, and  Ialso started to post youtube videos (at the time they didn’t have the channels and this kind of stuff yet).

The willingness to  go on an exchange program comer from a long time ago. I had it in my head since I was a kid. At the time I dreamt of going to a high school year in the USA. I watched the movies of the teenagers and kept dreaming, I used to picture myself in the corridors of the schools there. I looked for information about these kinds of programs in all places  I could get like magazines and newspapers (internet wasn’t an option when I was a teen).

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At the time my parents could not afford the expense of such a program, and finally, I had no choice but to resign myself to not going. But I kept the idea in my head and when I was in college I met two other programs. One where you traveled and stayed for 3 to 4 months working somewhere in the USA, and the Au pair program where you lived a year with a family while taking care of the children in the house and had to take some course. This second seemed ideal, and since it was the “cheapest” in terms of fees and everything, and as my intention was to live the culture, I ended up concentrating my efforts on this option.

At the time I was already working and I was saving money to go when I finished college. My parents and sisters, especially my mother, did not support my idea, they thought it was crazy thing, but as time passed and they saw that I did not give up they accepted. That’s why I say, if you want something from the bottom of your heart, do not give up, fight to get it, then when the people who are against it see your level of commitment they will end up giving up and supporting you.

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So in the middle of 2007 I went to Hanover MD in the USA, the first city I lived for about month  before moving to another family. There I would take care of 2 boys, one of 7 and another of 11 who lived only with their mother.

Yes! I changed my family while I was there. It was one of my biggest fears when I left Brazil and it happened. And it pissed me off, but I dealt with it. I found another family and moved on. This was one of the situations that made me learn a lot. I have learned that you really attract what you mentalize and that you are stronger than you think. Before the exchange I was one person, then I was another. I consider this year as the year in which I began to know myself better. And I definitely recommend the experience for those who can go, since it made me come back a much better person with a priceless experience.

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(TO BE CONTINUED: next post I’ll talk more about the 2nd family, new friends, college)

 

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