O dia em que todos levantaram a varinha / The day everybody raised their wands

O dia em que todos levantaram a varinha / The day everybody raised their wands

Ontem foi um dia muito estranho. Parecia que ia ser mais um dia monótono como qualquer outro, mas eis que de repente em meio as notícias corriqueiras da vida aparece algo chocante: Alan Rickman morreu.
Puxa, mas como assim? Foi muito do nada! só que não!
Ele estava doente, não sabiamos a quanto tempo pois ele escolheu não compartilhar isso com o público, mas creio que não fazia tanto tempo assim.
O que foi mais chocante mesmo foi a sensação de acidente que ficou, já que não sabíamos que ele estava de fato doente, ou seja, não pudemos flertar com a possibilidade da morte antes dela acontecer de fato.
O fato de não termos a opção de parar para refletir e lembrar que todos estão passíveis dela, e que todos um dia serão levados por ela, nos faz ter um choque muito maior quando ela se manifesta, especialmente para pessoas mais novas, as quais sempre ficamos com a impressão de que não terminaram tudo que poderiam ter feito nesta vida.
Será!?
Nos meus anos 20, eu costumava me revoltar sempre que uma pessoa boa morria “injustamente” e tão cedo. Hoje em dia penso diferente. Hoje em dia observo que realmente pessoas menos evoluídas ficam mais aqui, enquanto pessoas que você vê claramente terem uma alma que subiu alguns degraus talvez nos deixar em um tempo que consideramos muito curto.
Descobri que isso é algo que o espiritismo tem em sua doutrina de alguma forma, e achei interessante. Não virei espírita, nem concordo com tudo que essa ou outras religiões pregam, mas gosto de pensar que pessoas que amo, ou que pessoas que eu amo perderam foram embora antes, não por injustiça da vida, mas sim porque já haviam aprendido tanto aqui que não precisavam mais continuar nessa luta. Simplesmente tiveram mais sorte talvez do que nós.
Tá certo pensar assim? Não sei. E honestamente se viver mais 10 anos talvez mude meu pensamento, e se viver mais 10 mude novamente. O que realmente importa é manter o foco no positivo, pois mesmo não acreditando em muita coisa eu tenho certeza de que o ciclo da vida é perfeito e que ninguém bom demais iria ser injustiçado apenas porque era bom demais. Não faz sentido algum pensar assim.

LONDON, ENGLAND - OCTOBER 17:  Alan Rickman attends a screening of "A Little Chaos" during the 58th BFI London Film Festival at Odeon West End on October 17, 2014 in London, England.  (Photo by Mike Marsland/WireImage)

October 17, 2014 in London, England. (Photo by Mike Marsland/WireImage)

Yesterday was a very strange day. It seemed as it would be another boring day like any other, but, suddenly, amidst the everyday life appears some shocking news: Alan Rickman died.
OMG, but how so? This came from nowhere! But it didn’t!
He was sick, and we did not know for how long because he chose not to share that with the audience, but I think it was not that long.
What was even more shocking was the feeling of an accident that was because we did not know that he was really sick, thefefore we could not flirt with the possibility of death before it actually happen.
The fact that we have the option of stopping to reflect and remember that everyone is capable of it, and that all will one day be taken by it, makes us have a much bigger shock when it manifests itself, especially for younger people, who we always get the impression that did not end all they could have done in this life.
Is really that so!?
In my 20s, I used to be angry ​​when a good person died “unfairly” and soon. Nowadays I think differently. Today I see that people really less evolved stays more here, while you see people that clearly have a soul that went up some steps may leave us at a time that we consider too short.
I found out that this is something that spiritualism has in his doctrine somehow, and found it interesting. I didn’t turn spiritualist or agree with everything this or other religions preach, but I like to think that people I love, or people that people I love lost were gone before, not by unfairness of life, but because they had already learned so much here that they didn’t need to stay in this fight any more. Simply had more luck than we might.
Is this way of thinking Okay? Do not know. And honestly if I live another 10 years I might change my mind, and if I live another 10 I might change again. What really matters is to stay focused on the positive, because even not believing much I’m sure that the cycle of life is perfect and that no one too good would be prejudiced just because they were too good. It makes no sense to think like that.

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